Estimativa foi divulgada pelo Sinduscon-SP, junto com outras entidades do setor. Abramat
aponta que a indústria de materiais deve crescer até 2,5%
Na última reunião plenária de 2018, o Departamento da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deconcic-Fiesp) reuniu representantes da cadeia produtiva da construção, que apresentaram balanço das atividades de seus respectivos setores e suas perspectivas para o ano de 2019.
Dados apresentados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) apontam que, em 2019, o PIB da Construção deve crescer 1,3%. Trata-se de um cenário otimista, comparado aos prognósticos divulgados em anos anteriores, já que a taxa representaria a primeira expansão anual desde 2013. Mesmo assim, a variação acumulada desde 2014 fecharia em -20,0%.
O Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) afirmou que suas perspectivas para a evolução do consumo aparente de cimento para 2019 foram revisadas ao longo deste ano. Em
abril, esperava-se um crescimento de 3,0% em 2019; em fins de julho, a expectativa passou para 3,5%. A projeção, agora, é de que haja alta de 3,7% no consumo aparente de cimento, no
ano que vem, ainda com elevada capacidade ociosa no setor.
Há também uma expectativa de crescimento do consumo de aço no fechamento deste ano, que deve prosseguir em 2019, com expansão projetada de 7,0%. Já a expectativa da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac) é de que, para 2019, o consumo de brita e de areia no Estado e na Região Metropolitana de São Paulo aumente 4,1%. A projeção leva em consideração a não existência de cenário de crescimento do volume de obras.
Com relação ao faturamento da indústria de materiais de construção, quatro cenários projetados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) apontam que, nos próximo quatro anos, o PIB deverá ficar entre 0% a 3%; a construção deve variar – 0,5% e +3,5%; o varejo de materiais subirá de 0,5% a 4%; e a indústria de materiais deve ficar entre 0% e 2,5%.
O Estudo do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção 2018/2019, da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), aponta que, com relação à
2019, as perspectivas são incertas entre construtoras e locadoras. Segundo a pesquisa, 61% das empresas consultadas estão otimistas com a economia brasileira, 48% se mostram otimistas com o setor da construção e 57% se dizem otimistas em relação à estimativa de sua própria empresa. O levantamento observa ainda que, em 2019, o crescimento das vendas deve ficar entre -2% e 4% no segmento.